“Este cartório faz o que eu preciso?”
Essa pergunta deve ser respondida antes de uma lista de documentos. Uma pessoa que chegou pela busca pode ainda não saber qual unidade é competente para sua necessidade. Identificação, atribuições, endereço e canais de atendimento precisam estar claros.
Ao definir a função da presença própria, o projeto não começa reunindo todos os serviços associados à palavra “cartório”. Começa com os serviços daquela serventia, confirmados pelo responsável. A partir daí, é possível organizar a navegação e os materiais de orientação.
O Justiça Aberta do CNJ é uma referência institucional sobre serventias. Ele não é utilizado aqui como fonte de requisitos de um ato específico. Este artigo trata da organização da informação do site, sem fornecer orientação jurídica individual.
Uma pasta de PDFs não é uma orientação
Uma área chamada “Downloads” pode armazenar arquivos e ainda deixar a pessoa sem saber qual deles consultar. Apresente o serviço primeiro. Depois, explique a finalidade do material e em qual contexto ele vale.
A lista de documentos precisa ser aprovada por quem responde pelo atendimento. Requisitos podem variar conforme o serviço e a situação. Copiar a relação de outra unidade ou publicar um arquivo antigo sem contexto pode resultar em orientação inadequada.
Prefira manter a informação principal em texto legível no celular. O anexo pode complementar, com nome compreensível e indicação de versão quando pertinente. Texto em uma imagem pequena obriga a pessoa a ampliar e dificulta localizar a orientação.
Uma ficha para cada serviço divulgado
Use este roteiro com a equipe, antes de escrever a página:
| Campo | O que confirmar |
|---|---|
| Atribuição | A unidade realiza o serviço descrito? |
| Orientação pública | O que pode ser explicado de forma geral? |
| Documentos | Qual lista foi aprovada e em que contexto se aplica? |
| Valores e condições | Qual é a origem pertinente da informação? |
| Próximo passo | Qual canal recebe a consulta ou solicitação? |
| Revisão | Quem acompanha mudanças e aprova a atualização? |
Se um campo não tem resposta, não preencha por analogia. A página pode apresentar uma descrição correta e orientar contato enquanto o material completo é preparado.
O botão deve dizer qual etapa acontece
“Consultar orientação”, “Abrir portal” e “Enviar solicitação” descrevem funções distintas. Um contato não conclui um ato. Um formulário só pode afirmar recebimento quando o envio ocorreu e houve confirmação real do sistema.
Quando a serventia utiliza um portal externo, indique o destino e confira o link. Não reproduza telas de emissão, pagamento ou autenticação numa apresentação institucional sem que essa função exista e tenha responsabilidades definidas.
O mesmo cuidado vale para documentos pessoais. Uma página de orientação não precisa receber uma pasta documental. Se a unidade necessita desse fluxo, coleta, acesso, segurança e operação exigem um escopo específico, definido com os responsáveis pela unidade e pelo projeto de Sites e sistemas.
Atualização deve ser uma atividade, não uma data automática
Valores, procedimentos e anexos precisam de origem e conferência. Uma data que muda sozinha no rodapé não demonstra que alguém revisou o conteúdo. Registre quem aprovou a atualização e quais destinos e arquivos foram verificados.
O canal institucional pode receber avisos de informação incorreta, conforme a operação. Essa possibilidade ajuda a manter o conteúdo útil sem criar um sistema de suporte que a unidade não utiliza.
Leve para o briefing uma orientação aprovada e tente localizar, pelo celular, o serviço e o próximo passo. Se a pessoa não sabe qual arquivo usar ou onde consultar, a prioridade está nessa passagem. A proposta de sites para cartórios pode partir de um serviço bem organizado para estruturar a presença institucional.
Fontes e referências
- Justiça AbertaConselho Nacional de Justiça · Consulta em 1 de outubro de 2026
Os critérios e exemplos deste artigo são uma análise editorial da lork. Cenários ilustrativos não representam resultados de clientes.



