A busca herda os problemas do cadastro
Uma ficha informa cidade, outra destaca área e uma terceira apresenta apenas um texto institucional. Todas cabem no mesmo layout, mas não permitem comparar os empreendimentos. Adicionar filtros nessa situação pode tornar a inconsistência mais visível.
O trabalho inicial de um catálogo imobiliário é definir os critérios que ajudam a escolher e os dados que os sustentam. Uma planilha pode revelar boa parte dos problemas antes de qualquer tela: campos ausentes, nomes diferentes para o mesmo significado e informações comerciais sem responsável.
Comece com um dicionário pequeno
Registre o nome de cada campo, o significado, os valores permitidos e quem o atualiza. “Situação” merece atenção: fase de obra e disponibilidade comercial não deveriam ser misturadas. “Em construção” informa uma etapa. “Consultar unidades” orienta o atendimento. Os dois conteúdos podem coexistir.
A RESO organiza campos e valores no Data Dictionary para consistência entre sistemas imobiliários. É uma referência internacional de estruturação, não uma obrigação brasileira. A recomendação aqui é aplicar esse princípio a um cadastro menor e adequado à operação.
| Campo | Decisão que precisa ser registrada |
|---|---|
| Identificador | Como reconhecer o projeto mesmo se o título mudar |
| Localização | Qual informação será publicada e quem a confirma |
| Categoria | Quais opções têm significado para o público |
| Fase | Como representar a situação real do empreendimento |
| Consulta comercial | Quem confirma as informações e suas alterações |
Tente preencher esses campos para uma amostra real. Um dado que a equipe não consegue manter pode não ser um bom filtro obrigatório.
Na oferta de Sites e sistemas, catálogo de empreendimentos e estoque de unidades precisam de escopos distintos, definidos pela operação e pelos dados disponíveis.
Catálogo de empreendimentos não é estoque de unidades
Essa diferença muda o escopo. O catálogo pode apresentar projetos e encaminhar consultas. Um estoque com unidades, preços e reservas envolve outra frequência de atualização, outras regras e uma fonte de informação confiável.
Se a operação precisa desse segundo formato, confira os dados efetivamente disponíveis antes de prometer integração. Quem altera o registro? Como uma divergência será corrigida? O que acontece quando a fonte fica indisponível? A aparência de uma tabela não responde a essas perguntas.
Uma primeira versão pode organizar cidade, categoria e fase enquanto a consulta comercial permanece com a equipe. Isso é uma escolha de produto possível, desde que a interface não sugira estoque em tempo real.
Depois de publicar, registre dúvidas e obstáculos reais. O guia produto no ar: o que melhorar primeiro ajuda a separar essas evidências de pedidos de novas funções.
Teste tarefas em vez de contar filtros
Peça a uma pessoa para encontrar os projetos de determinada região e explicar qual informação a ajudou. Depois, proponha uma busca por uma característica da oferta. Observe termos incompreensíveis, seleções que somem no celular e informações ausentes na ficha.
Os critérios selecionados precisam estar visíveis e ser fáceis de limpar. Se não houver resultado, ofereça uma explicação e um caminho para alterar a busca. Não transforme toda combinação vazia em página pública apenas para multiplicar URLs.
A página individual continua necessária. O catálogo ajuda a localizar; a ficha explica o empreendimento e preserva sua referência no contato. Repetir o mesmo texto com outra cidade desperdiça essa função.
Antes de adicionar a próxima função
Confira erros de cadastro e informação comercial antes de ampliar a busca. Para discutir a organização com a lork, reúna fichas reais, origem dos dados e rotina de manutenção. A proposta para incorporadoras com catálogo trata o filtro como consequência de uma informação bem definida.
Fontes e referências
- Data DictionaryRESO · Consulta em 2 de outubro de 2026
Os critérios e exemplos deste artigo são uma análise editorial da lork. Cenários ilustrativos não representam resultados de clientes.



